sexta-feira, 30 de março de 2012

Carta de Álvaro Cunhal a Abel Salazar .

"Trapeiras" - 1921 - Abel Salazar



Olhem o que eu fui encontrar !!!!!


Uma carta de Álvaro Cunhal a Abel Salazar àcerca de uma tela com o título "Trapeiras", de 1921. Não sei quando foi escrita, mas esta maneira de Álvaro Cunhal se referir às mulher na época, é bela e linda a sua luta durante anos por esta causa " igualdade de direitos" felizmente para muitas mulheres neste momento já não faz sentido e está desactualizado, o que está escrito( e nem sabem que existiram pessoas que lutaram durante décadas pela sua libertação !!!) mas, para outras infelizmente ainda nada disto se concretizou e como ele diria se ainda estivesse entre nós.... " luta continua ... "



Caro Dr.Abel Salazar:


Venho de ver a sua exposição. De início, choca a distância entre dois temas: a mulher ociosa e a mulher que trabalha. Custa a compreender como uma mesma sensibilidade pôde sentir a beleza serena e cuidada da mulher que vive para si para os seus vestidos, o seu “ménage”, o seu aspecto e a beleza do vigor e do esforço da mulher que luta pela vida e pelo pão, e que, por tal, se verga sob insuportáveis fardos.
Esse contraste tenho-o como a maior lição talvez dada involuntariamente a tirar da exposição dos seus trabalhos.
Mas se da parte do artista não houvesse apenas vibração ante o "espectáculo" do trabalho; se houvesse também uma compreensão do que remediavelmente doloroso tem esse trabalho; então haveria que exigir mais.
Mais que os bustos ajoujados pelo esforço. Mais que as mãos crispadas pelo desespero. Mais que as feições sombrias e trágicas. Mais que os braços enrodilhados sobre o tronco, a exprimirem retraimento forçado de aspirações. Mais que os passos cansados. Haveria que exigir do artista uma compreensão paralela da beleza serena das elegantes burguesas, do que essa beleza deve a esses outros corpos deformados, do que essa serenidade deve a essas outras almas inquietas e angustiadas. Das “burguesinhas” haveria que traduzir o egoísmo, a vaidade, o vazio de sentimentos e -acima de tudo o seu desprendimento e desinteresse por aqueles a cujo esforço devem tudo com que se adornam e pintam, tudo o que comem e bebem. E haveria ainda que ridicularizar. Não quero dizer que se deformasse a realidade. O que é lamentável não é o facto de o artista não traduzir assim o mundo. Porque se assim o não vê, assim o não deve traduzir (exige-o a sinceridade, a base de toda arte séria). O que é lamentável é o facto de o artista assim o não ver, assim o não sentir. Porque, caro doutor, são dois mundos sim, mas que se interpenetram e explicam mutuamente.
Por isso, tenho como parte de mais interesse na exposição a série de quadros de mulheres no trabalho. Ao contrário do que sucede com muitos pintores "modernos" não há um embelezamento artificial da mulher trabalhadora. Ela nas feições contraídas, e nas atitudes desalentadas ou desesperadas, e na tragédia dos olhos que procuram resistir à sombra e à sonolência da fadiga, se adivinha o descontentamento e a vontade de libertação - mal definidos ainda, talvez excessivamente instintivos, num passo para o levantamento e para revolta.
A mulher trabalhadora aparece mergulhada nas trevas poirentas das oficinas, onde raras manchas de luz lembram que no nosso país o sol brilha. Ou então, os seus pés descalços e inchados chapinham dolorosamente na lama. As roupas são ásperas, sujas, suadas e bafientas. As cabeças abaixam-se sob o peso do fardo. Porém não é o desalento que as atira irresistivelmente para baixo. As cabeças não pendem. Vergam sim mas retesadas e enérgicas; suportando, mas reagindo. Essa sua série de trabalhos marca uma posição nova na nossa pintura moderna. Constitui uma primeira interpretação vigorosa, realista e revolucionária do mundo do trabalho.
Sem dúvida, eu não tenho a pretensão de dizer-lhe coisas novas, nem de lhe dar conselhos. Mas, vendo a sua exposição, senti-me no dever de encorajar o artista, de o incitar a ir mais longe, mesmo que a coragem lhe não falte e seja já seu propósito assente ir ainda mais longe. Mas ir mais longe com determinada direcção. E, na demarcação dessa direcção, vejo com desgosto muitos jovens progressistas deixarem agradar-se mais pelas "notas de Paris", que pelas múltiplas «mulheres no trabalho».

Álvaro Cunhal

Mais: Gostaria de ter um quadro seu, mas não posso comprar. Isto, de certa forma, é uma afirmação brusca e inesperada. Mas também é franca e sincera.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Linguagem gestual ou corporal? tanto faz ....

Fiz esta selecção que considero muito jeitosa destes três "idiotas" ( idiotas, porque têm ideias !!!!!..... ) menos o humilde e modesto, Zé Povinho que é quem paga sempre as facturas destas embrulhadas políticas ...





quinta-feira, 22 de março de 2012

Primavera ...





A prima das flores ....

Primavera a prima das flores ….
Hoje é um dia importante
chegou a Primavera,
a prima das flores,
e todos se vestiram de novo para a receber.

E ela ficou tão contente!...
sorriu para as aves
e encheu-se de flores.

Sorriu para os campos
e encheu-se de verde.
Sorriu para os meninos
e encheu-os de alegria.

E os meninos
vestiram-se de malmequer,
voaram com as borboletas,
cantaram com os rouxinóis
e juntos, de mãos dadas,
levaram a Primavera

para todos os lados …..

Poema do João Maria de 8 anos

Depois de ler este lindo poema, apeteceu-me também escrever uma “cartita “ a esta amiga, prima das flores que eu adoro….

Olá querida Primavera, como estás?

Olha Primavera sabes uma coisa ? estou cheia de saudades tuas!
Estou ansiosa que chegues vem depressa e traz esse Sol brilhante, que tem um jeito de olhar tão bonito!..
Traz esse teu mundo cheio de fantasia e sorrisos. Traz essas lindas flores de mil cores!
Aqueles cheiros maravilhosos e envolventes que nos fazem sonhar e que só tu sabes quais são.
E não te esqueças como sempre de trazer esses passarinhos tão lindos, ( já lá pus uns cestinhos para fazerem os ninhos! ). Dá um recado às andorinhas que já deviam de terem começado a chegar, que os seus ninhos ainda continuam no mesmo sítio à espera delas, passarinhos que enchem os ares de cânticos e as nossas vidas de alegria!..
Olha amiga , e não te esqueças de fechar muito bem, num quarto muito bem escuro, este Outono maluco, que só tem feito disparates…..

Primavera, sem ti nada desta vida seria assim tão belo!

Avisa-me da tua chegada, pois eu quero saudar-te de janela bem aberta e com um sorriso bem grande nos meus lábios. Gosto tanto de ti Primavera !!!!

Até breve. Um beijo da tua amiga que te espera:
MDH

E, já chegou a minha amiga Primavera e saudeia-a à janela com o tal do sorriso de orelha a orelha como tinha prometido …. Adoro a Primavera ….

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Mundial da Floresta







Hoje comemora-se o Dia Mundial da Floresta, sou pouco de comemorar “dias de … “ mas este para mim, é diferente, trabalhei durante 4 décadas para que este dia não fosse só no dia 21 de Março mas nos 364 dias do ano, não sei se consegui, porque ainda hoje quando ía a sair de casa, vejo um senhor a deitar ( atirar ) uma beata acesa para uma zona que existe ao lado da minha casa onde só existe “floresta”!!!!!! sem comentários ….

E então, ninguem melhor do que o Engenheiro Silvicultor José Neiva Vieira ( meu querido amigo ) com toda a sua sabedoria florestal para falar do tema ….

O Engenheiro José Neiva Vieira apresenta-nos a origem das comemorações do Dia da Floresta, dos cultos ancestrais da árvore e da floresta à história das comemorações, que em Portugal se realizam desde 1907.

( … )

COMEMORAR A ÁRVORE E A FLORESTA


O Culto Ancestral das Árvores e das Florestas

“As actuais comemorações do Dia Mundial da Floresta e as da Festa da Árvore que as antecederam têm as suas raízes em manifestações mais longínquas, nomeadamente o ancestral culto das Árvores e das Florestas que existiu em diversas culturas primitivas ou muito antigas, cuja simbologia nalguns casos ainda hoje perdura.

A Árvore é um dos temas simbólicos mais ricos e mais generalizados de todos os tempos e civilizações: símbolo de verticalidade estabelecendo a comunicação entre o mundo subterrâneo (pelas suas raízes), a superfície da terra (pelo tronco) e as alturas (através dos ramos e da copa); símbolo da vida; símbolo da transformação e evolução (ciclos anuais, morte e regeneração); símbolo do sagrado - em certas religiões antigas, nomeadamente nas pré-helénica e Celtas havia árvores consagradas aos deuses; símbolo de uma família, de uma cidade, de um rei ou de um país (folha de ácer no Canadá, o cedro no Líbano, a palmeira de Cuba); símbolo de fecundidade, da fertilidade, da vida (no deserto não há árvores); símbolo da vida do espírito e do conhecimento; símbolo de segurança (pela sua estabilidade) e de protecção (pela sua sombra).

As árvores ultrapassando largamente os homens em dimensão, em altura e em longevidade, quase parecendo eternas, adquirem uma dimensão "sobrenatural" de representantes dos deuses e por isso foram frequentemente consideradas sagradas e tornadas objecto de culto. Os Gregos e os Romanos tinham o culto de várias divindades que associaram às árvores: a oliveira era a árvore de Minerva, o choupo de Hércules, o pinheiro de Cibele, o loureiro de Apolo, o freixo de Marte e o carvalho de Júpiter, por exemplo. Os Celtas acreditavam na magia das árvores e que cada uma possuía o seu próprio poder. Dividiram o ano em 21 partes e atribuíram a cada uma delas uma árvore sagrada.

Diferentes árvores têm diferentes simbologias associadas: o carvalho representa solidez, potência, longevidade, força, majestade, sabedoria e hospitalidade; o castanheiro, previdência; a cerejeira, pureza, felicidade, prosperidade; a nogueira o dom da profecia; o cipreste, luto e longevidade, virtudes espirituais, santidade; o loureiro, imortalidade e glória; a oliveira simboliza a paz, fecundidade, purificação; o salgueiro chorão, morte, tristeza, imortalidade e a tília amizade e fidelidade.

Essa mesma simbologia estendeu-se também às florestas. O desconhecido, a dificuldade de ver ao longe, a obscuridade no seu interior e os ruídos estranhos e indefinidos constituíram fonte de inquietação para os homens e tornaram as florestas, em diversas civilizações, local de culto, de reunião de druidas, de oráculos, de lendas, de aplicação de justiça ou ainda lugar de cerimónia de iniciação de adolescentes ou de sepultura.”
( … )

Extracto de um artigo escrito pelo mesmo. Para continuarem a lê-lo ( juro que vale mesmo a pena!!!… ) pesquisar em :

Árvores, Florestas e Homens

Engº José Neiva Vieira

Naturlink

domingo, 18 de março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

Quase, quase ..... nos 20.000 !!!!





Obrigada!!!!!

Vinte mil visitas ao meu blogue?
Quase nem dá para acreditar, mas é verdade!! agradeço a todos pela prova de carinho,comentando ou não o que é certo é que perdem o seu tempo em virem até aqui. Como preâmbulo, eu digo que este blogue ...

( ...), traduz-se por abrir janelas e deixar entrar sem nenhum medo outros olhares ... E aqui, será o encontro com aqueles que tal como eu, apreciam as palavras, as letras a natureza, o sol, a musica a poesia e o amor. E, como não poderia deixar de ser a Vida, porque é um previlégio sentir e vibrar com a vida diáriamente. Nem mais! e, passado todo este tempo aquando do ínicio desta deste blog, penso igualzinho!

Desde "aquilo que não é meu" ,que acho graça e trago até aqui às minhas prosas e poesias fracas, aos mistérios inexplicável dos meus relatos, dos momentos que em tempo e horas vivi e consegui transcrever para o papel,enfim, se não fosse "este número" como saberia que era lida?

O símbolo deste número são todos vós...

Continuem a perder o vosso tempo, porque eu fico muito contente ...

Um grande abraço a todos e muito obrigado ... até aos 40.000!!!!!

bolota

quinta-feira, 15 de março de 2012

Lembrar Natália Correia ...




Pintura de Georges Malkine





Natália Correia,1923-1993 mulher de “garra” …..

Hoje lembrei-me de Natália Correia, ( um pouco esquecida? ) não é impressão minha !!! Libertária detentora de um talento múltiplo e absolutamente imprevisível nunca se coibindo em dizer o que pensava.
Na altura conspirava-se o melhor da cultura portuguesa onde ela fazia parte.
Lembro-me do episódio Morgado ( anos 80 ). Um dia, enquanto deputada na Assembleia da República, ( aquando da discussão da dispenalização do oborto, 1982) ouviu o (Dr.?) João Morgado, deputado do CDS, dizer qualquer coisa como isto, "O acto sexual é só para ter filhos." Natália Correia levantou-se rapidamente da sua bancada e retorquiu logo de seguida:

Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino:
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai de um só rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração ! -
uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada a excepção,
ficou capado o Morgado.

Naquela altura foi uma “bomba” e durante alguns tempos era o tema das nossas conversa todos achamos o máximo a sua coragem em enfrentar o “ Morgado”.
Na realidade tinha uma vitalidade que parecia inesgotável e o seu génio era imparável. Foi uma entusiasta e grande impulsionadora pelo aparecimento do espectáculo de café-concerto em Portugal, na figura do polémico travesti Guida Scarllaty, o actor Carlos Ferreira, na época um jovem arquitecto de quem era grande amiga. Na sua casa, foi anfitriã de escritores famosos como Henry Miller, Graham Greene ou Ionesco.
Natália Correia recebeu, em 1991, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores pelo livro Sonetos Românticos. No mesmo ano foi-lhe atribuída a Ordem da Liberdade; era já detentora da Ordem de Santiago.

Com 4 casamentos frustrados, o ultimo com Dórdio Guimarães, ( poeta, cineaste e jornalista – Vida Mundial ) e ao mesmo tempo seu colaborador de vários anos.
Mas, segundo as” más línguas” foi um casamento de conveniência, certo ou errado, ele vivia na sua adoração e na desvelada paixão onde ela era a razão da sua existência. Pouco depois de Natália morrer, Dórdio também morreu. Havia-lhe dedicado imensos poemas comovidos. Penso que se pode dizer que Dórdio Guimarães morreu de amor, ou da “falta do amor” de Natália.
Nasce nos Açores, em Setembro de 1923 e deixa-nos a 16 de Março de 1993. Queira-se ou não, faz parte do nosso património moral, estético e ético. Pertence-nos na sua luminosa diversidade e faz falta à vida portuguesa.





( … ) a obra de Natália Correia estende-se por géneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio. Colaborou com frequência em diversas publicações portuguesas e estrangeiras. Foi uma figura central das tertúlias que reuniam em Lisboa nomes centrais da cultura e da literatura portuguesas nas décadas de 1950 e 1960. Ficou conhecida pela sua personalidade livre de convenções sociais, vigorosa e polémica, que se reflecte na sua escrita. A sua obra está traduzida em várias línguas ( … ) in Wikipédia.

terça-feira, 13 de março de 2012

Telenovela - SIC





Perfeita a interpretação da Helena Luareano no papel de mulher violentada, na telenovela da SIC - Rosa Fogo" ( penso ser assim o nome). Não sou fã neste momento de telenovelas por falta de tempo e paciência, mas por vezes calha passar e paro sempre quando vejo imagens ( como ontem ) que conseguem irritar-me por segundos ...

Já disse, continuo a dizer, a escrever e seja lá como for que este assunto da violência doméstica agonia-me sobremaneira mesmo em novelas! mas pode ser que desta maneira ( entrar pela casa dentro todos os dias ), muitas das mulheres que ainda penam por esta fatalidade se identifiquem com a personagem da Eduarda, a rapariga de meia idade, culta, bonita, bem resolvida profissoalmente, segundo me parece tudo isto, seja tão sofredora e não se consiga libertar daquelo marido? ( Rogério Zamora, d'ele não gosto nada.. ) quantas situações identicas haverão por aí ? Pode ser que esta novela faça abrir os olhos a muito boa gente e seja desta que consigam tomar uma atitude!!!! Gosto de ver a Helena ou a Eduarda?....

sexta-feira, 9 de março de 2012

um simples trabalhinho meu ....


Este foi o meu primeiro trabalho a óleo, apeteceu-me mostrar hoje aqui ... foi em 2009!! ainda sou tão "pequenina" nisto das pinturas ... será que algum dia vou ser "grande" ?
....

terça-feira, 6 de março de 2012

A correr atrás de si própria !!



Penso que, muitas das vezes viver sozinha/o nos dias de hoje é uma opção pessoal e não a falta de “uma qualquer coisa “.

Quando uma pessoa descobre que não precisa de protector ou de um sustentador, após sair de casa dos pais, de um divórcio ou separação e até mesmo quando fica viúva/o, e percebe que pode ter o comando da sua própria vida. Ora Isso é óptimo.

Estar só, dentro deste contexto, pode significar que chegou o seu momento, onde poderá decidir se pretender ter ou não um outro companheiro/a, porque a diferença impressionante dos tempos de antigamente para os actuais, e agora vou-me referir principalmente às mulheres, é que, uma mulher bem resolvida sabe que não precisa de um homem a tiracolo para ter o seu lugar no mundo. Ela própria tem e faz o seu lugar, bem como o seu status social.

O facto da ela estar sozinha não implica a conjuntura do tempo de duração, mas sim o aspecto emocional. Porque tanto a mulher como o homem, quando inteiros, podem escolher ter um companheiro(a) de percurso autêntico, que não se reduza apenas a uma linha cruzada de vidas recíprocas que se reflecte confuso nas necessidades pessoais de cada um.

Não me vou esquecer da solidão involuntária, aquela aquando num relacionamento de anos, algo abrupto e inexorável acontece e a mulher se encontra só.

Como fazer então? talvez um dos primeiros passos será e entender o quanto de si mesma estava no parceiro e aos poucos ir buscar “ os pedaços que foram dados” ou seja resgatar os pedaços cedidos e parar para pensar sobre o quanto vivia para essa mesma relação, e por fim conhecer a sua própria identidade independente independentemente do relacionamento. Não é que seja fácil esse caminho, requer muito cuidado e principalmente muito amor-próprio por si mesma. ( um sentimento confuso, amor próprio e pena! ) Teoria não falta, pôr em prática torna-se mais dificíl….

E alguém disse um dia …



( … ) a solidão involuntária, seja qual for o motivo, é óptima para que um desenvolvimento interior mais profundo aconteça. Pode até ser um ponto de partida em que novas habilidades surjam e até uma preparação, dependendo da situação de vida, para que a mulher reveja o que deseja num próximo relacionamento.

Não devemos desprezar as mudanças de vida, elas abrem espaço para que o autoconhecimento se instale de forma a dinamizar a clareza e em determinados casos, para que uma maior depressão não se instale. Mas, se a mulher tem a sua identidade construída no outro, ficar só repentinamente pode ser desastroso. Equilibrar-se novamente requer o seu tempo e a necessidade de apoio e ajuda dos amigos.”



Penso que os momentos de solidão voluntária ou involuntária são extremamente importantes para que possamos dar significados a nós próprias, porém nunca em excesso, mas aqui não tenho dúvidas que é um bom caminho para levar a pessoa a conhecer melhor a si própria.
Reaprender a beneficiar dos caminhos da capacidade e segurança de nós próprios, sem retrocessos, é algo de importante para qualquer ser humano .

E agora como curiosidade …


Nos tempos primitivos, a mulher era muito reverenciada em todos os tempos de sua vivência, fazendo parte da crença popular, que quando menstruada, frequentemente deixava escoar o seu sangue sobre a terra, para que a sua força pudesse arar dando boa colheita. Quando grávida, a mesma força do seu sangue servia para alimentar o bebé que estava a ser gerado no seu útero. E finalmente na menopausa, o seu sangue e poder permaneciam definitivamente com ela, tornando-a por consequência a velha sábia a quem todos respeitavam e pediam conselhos… ( lindo!!! )



Cabe a nós, mulheres do século XXI, resgatar nossas raízes. Sozinhas ou não, nós devemos encontrar a força primordial. Só não devemos ficar paradas. Ousemos, busquemos e conquistemos em cada dia o nome tão belo de se ser MULHER.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A sorrir e a chorar falemos de crise ....






Quantas crises existem? Crises de todas as formas, tipos, motivos etc. Crise na família, crise no relacionamento, crise de saúde, crise de fígado, crise existencial. Crise na política, com a mãe, com o pai, no sptorting, na seleção. Crise no Mundo. Crise! Crise! crise….

De onde, porquê e como surgiu? Como solucionar? Como entender? Se é que tem entendimento? Quando alguém entra em depressão, alguém entende o porquê, mesmo que não exista? Realmente ninguém está preparado para uma crise. Talvez seja a “palavra” CRISE que destabiliza…. tão pequena mas tão poderosa.

Contemos a quantidade de vezes que se ouve falar de crise, em canais de televisão, rádio, revistas, jornais, nos cafés, entre conversas de amigos em tão pequeno/pouco espaço de tempo. Seja uma semana, um mês ou durante este ano de 2012 que só agora começou. A crise da União Europeia, crise do Euro, a crise Mundial e por aí fora …. As crises parecem avalanches. Tudo começa com algo pequenino aos nossos olhos, que por vezes nem damos atenção, e quando reparamos já tudo atingiu uma dimensão de tal ordem, que nós sem saber como nem o porquê já lá estamos também metidos e apanhados por essa mesma avalanche sem dar-mos por nada.


Se pensarmos nas nossas crises que tivemos e vamos continuamos a ter, então valha a Senhora dos Aflitos. Foi a máquina de lavar roupa que avariou e temos de comprar outra, é a televisão que deu o berro, é o seguro do carro que vem aí, é o IMI, o filho que não arranja emprego, o cão doente, é o pombo que em arteroses, o marido que arranjou “outra”, a crise de idade, dos 20, 30, 40 anos etc, a crise da puberdade, da adolescência, do divórcio, e do casamento . A crise daquele celebre almoço, em que alguém achou que 2 doses chegava para 12 pessoas, e todos ficamos cheios de fome …. e também a crise por descobrir algo que nos incomodou.


Ai!! amigos, vou parar por aqui, antes que eu tenha uma crise em falar de crise….. e cada um com todos os seus problemas e loucuras, seja feliz. !!!!!!!!!!