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quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Mundial da Floresta







Hoje comemora-se o Dia Mundial da Floresta, sou pouco de comemorar “dias de … “ mas este para mim, é diferente, trabalhei durante 4 décadas para que este dia não fosse só no dia 21 de Março mas nos 364 dias do ano, não sei se consegui, porque ainda hoje quando ía a sair de casa, vejo um senhor a deitar ( atirar ) uma beata acesa para uma zona que existe ao lado da minha casa onde só existe “floresta”!!!!!! sem comentários ….

E então, ninguem melhor do que o Engenheiro Silvicultor José Neiva Vieira ( meu querido amigo ) com toda a sua sabedoria florestal para falar do tema ….

O Engenheiro José Neiva Vieira apresenta-nos a origem das comemorações do Dia da Floresta, dos cultos ancestrais da árvore e da floresta à história das comemorações, que em Portugal se realizam desde 1907.

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COMEMORAR A ÁRVORE E A FLORESTA


O Culto Ancestral das Árvores e das Florestas

“As actuais comemorações do Dia Mundial da Floresta e as da Festa da Árvore que as antecederam têm as suas raízes em manifestações mais longínquas, nomeadamente o ancestral culto das Árvores e das Florestas que existiu em diversas culturas primitivas ou muito antigas, cuja simbologia nalguns casos ainda hoje perdura.

A Árvore é um dos temas simbólicos mais ricos e mais generalizados de todos os tempos e civilizações: símbolo de verticalidade estabelecendo a comunicação entre o mundo subterrâneo (pelas suas raízes), a superfície da terra (pelo tronco) e as alturas (através dos ramos e da copa); símbolo da vida; símbolo da transformação e evolução (ciclos anuais, morte e regeneração); símbolo do sagrado - em certas religiões antigas, nomeadamente nas pré-helénica e Celtas havia árvores consagradas aos deuses; símbolo de uma família, de uma cidade, de um rei ou de um país (folha de ácer no Canadá, o cedro no Líbano, a palmeira de Cuba); símbolo de fecundidade, da fertilidade, da vida (no deserto não há árvores); símbolo da vida do espírito e do conhecimento; símbolo de segurança (pela sua estabilidade) e de protecção (pela sua sombra).

As árvores ultrapassando largamente os homens em dimensão, em altura e em longevidade, quase parecendo eternas, adquirem uma dimensão "sobrenatural" de representantes dos deuses e por isso foram frequentemente consideradas sagradas e tornadas objecto de culto. Os Gregos e os Romanos tinham o culto de várias divindades que associaram às árvores: a oliveira era a árvore de Minerva, o choupo de Hércules, o pinheiro de Cibele, o loureiro de Apolo, o freixo de Marte e o carvalho de Júpiter, por exemplo. Os Celtas acreditavam na magia das árvores e que cada uma possuía o seu próprio poder. Dividiram o ano em 21 partes e atribuíram a cada uma delas uma árvore sagrada.

Diferentes árvores têm diferentes simbologias associadas: o carvalho representa solidez, potência, longevidade, força, majestade, sabedoria e hospitalidade; o castanheiro, previdência; a cerejeira, pureza, felicidade, prosperidade; a nogueira o dom da profecia; o cipreste, luto e longevidade, virtudes espirituais, santidade; o loureiro, imortalidade e glória; a oliveira simboliza a paz, fecundidade, purificação; o salgueiro chorão, morte, tristeza, imortalidade e a tília amizade e fidelidade.

Essa mesma simbologia estendeu-se também às florestas. O desconhecido, a dificuldade de ver ao longe, a obscuridade no seu interior e os ruídos estranhos e indefinidos constituíram fonte de inquietação para os homens e tornaram as florestas, em diversas civilizações, local de culto, de reunião de druidas, de oráculos, de lendas, de aplicação de justiça ou ainda lugar de cerimónia de iniciação de adolescentes ou de sepultura.”
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Extracto de um artigo escrito pelo mesmo. Para continuarem a lê-lo ( juro que vale mesmo a pena!!!… ) pesquisar em :

Árvores, Florestas e Homens

Engº José Neiva Vieira

Naturlink

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