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quinta-feira, 6 de julho de 2017




"O TEU BEIJO ENTRE MIL
O teu beijo.
( ... ) Mesmo de olhos vendados eu ia descobrir o teu beijo entre mil beijos,
a tua boca entre mil bocas,
o sabor da tua saliva entre mil sabores,
o teu cheiro entre outros mil,
a tua pele por entre todas as que tocasse,
o teu cabelo entre todos os que acariciasse........
O amor apura-nos os sentidos,
descodifica a nossa outra metade,
está para além da nossa visão,
está para além de nós próprios.
O amor descodifica o que os olhos vêm,
vai para além do que nos é dado ver,
vai para além do que as palavras possam dizer,
está para além de todas as demonstrações,
de todos os afectos.
O amor vive-se nos silêncios,
fazemo-lo crescer nas palavras que trocamos,
edificamo-lo,
damos-lhe forma - a nossa forma!
O amor é sempre único,
único na sua diversidade,
na forma como se manifesta,
como é vivido,
como é partilhado.
Por isso não se pode descrever ou definir.
Vive-se simplesmente."

 MDH

segunda-feira, 24 de abril de 2017


Voltei ao meu blogue velhinho que me tiraram e agora voltou. Nunca percebi, o porquê desapareceu simplesmente, mas o que é certo é que agora resolveu voltar. Fiquei muito contente, porque tinha criado este blogue, logo que eles apareceram e já estava mentalizada que ti ha perdido tudo!! pois não..... tive há uns dias esta agradável surpresa.
Voltaram as Palavras Cruzadas. - Encontro Palavras

Portanto agora tenho dois blogues;

O Universo das Palavras e Palavras Cruzadas.

Hoje escrevo para as Palavras Cruzadas.....



O nosso melhor – o melhor de mim

Os dias que vivemos neste planeta terra são únicos. Nunca alguém irá passar pelo que eu ou tu já caminhamos, saberá do que já sentimos, será capaz de ver o mundo como nos o vimos ou amar aqueles que nós amamos nas nossas estradas. Cada momento que nós nos doamos, nos entregamos, e nos libertamos, é uma passagem exclusiva no livro da nossa história. Ninguém poderá escrever as páginas que foram destinadas a nós.
É por isso que devemos fazer mais. Mais por nós, pela nossa história, e mais por aqueles que amamos…mais pela nossa paz. Às vezes mesmo estando na nossa zona de conforto, achamos que tudo para nós, já parece ser o bastante. Mas não é , não devemos nem podemos  parar  “ no “confortavelmente deixar andar”….. mas porquê ter medo de voar mais alto? Qual é o receio de ir mais longe? Porque não diz o que sempre quis dizer a alguém? Porque não tenta aquilo que sempre sonhou em arriscar?
Todos as manhãs ao despertar, o Universo dá-nos mais uma “chance” de poder fazermos todas as coisas que o nosso coração tiver vontade de fazer e vai, dos mais simples gestos até aos mais grandiosos atos…O amor, a tentativa, a descoberta, e o empenho…. tudo depende só de nós, porque nós somos o nosso melhor, somos aquilo que quisermos tornarmo-nos, e, também ser.
Quem disse que amanhã não pode ser melhor do que ontem? E quem também disse que não se pode voar mais alto, e ir mais longe? Porquê? Não deve nunca sentir medo dos seus sonhos, eles são únicos nos seus momentos, use-os com quem gosta, aproveite-os com quem se sente bem, saboreio-os com quem o/a faz rir e sorrir.
 O nosso melhor somos nós mesmo, divirta-se, esperneie, salte, faça birras, ame-se e conquiste-se.
E como diz a letra……
(… ) é preciso perder, para depois se ganhar
E mesmo sem ver, Acreditar!
É a vida que segue e não espera pela gente
Cada passo que dermos em frente, caminhando sem medo de errar ….
Creio que a noite, sempre se tornará dia, e o brilho que o sol irradia…. há-de sempre nos iluminar!!!
Sei que o melhor de mim, está para chegar ….. Sei que o melhor de mim, está por chegar





segunda-feira, 27 de março de 2017




Sentem-se ao lado de mulheres sábias e ouçam as suas histórias…..

“É preciso calma para escolher um vento em que valha a pena empreender o seu voo.”
-Sherazade-

As mulheres sábias são boas contadoras de histórias, são transmissoras de valores, afectos e universos carregados de simbolismo.
Sentarmo-nos ao lado das  nossas mães, amas, avós ou tias para ouvi-las com o coração é quase como um ritual, como um modo de nos conectarmo-nos com nosso passado para adquirir novas forças no presente.
Este tipo de legado oral que as gerações mais antigas transmitem normalmente tem um impacto muito maior do que a simples herança genética ou até mesmo material que podemos receber dos nossos pais ou avós. 
É muito certo que existe uma intencionalidade clara nessas histórias, porque são transmitidos valores, princípios e um universo carregado de magia, espiritualidade e inspiração que nunca chegamos a esquecer.
A mulher sempre foi uma grande transmissora de cultura, desde a antiguidade. Foi ela que reuniu aos seus pés e à barra da sua saia as gerações mais jovens para lhes oferecer o presente da palavra e da oferta  de uma história ou de uma lenda.
A voz feminina serviu durante muitos anos não só como um canal maravilhoso de aprendizagem, mas também como o suspiro que dá forma e inspira as mentes mais jovens em relação à mudança, a um progresso mais equitativo, mais audaz e, ao mesmo tempo, sensível.
Muitas vezes levantamos o olhar para Países vizinhos como os que se estendem ao longo do Egito, da Tunísia ou da Líbia e imaginamos a clássica mulher submissa, sem voz ou direito ao voto, enclausurada nesse tipo de cultura marcadamente patriarcal. No entanto, estamos mais ou menos errados pensar assim, ‘porque não é assim tão linear a mulher nunca ficou calada, na verdade, já conseguimos ouvir seus gritos, mas muito lentamente eu sei….reivindicando a necessidade de uma mudança na Primavera árabe de 2011.
Elas sempre estiveram aí, com sua presença, com seu olhar sábio e, acima de tudo, com a sua voz, assim como a mais emblemática de todas as contadoras de histórias: Sherazade”.
Não importa que o contexto em que elas habitem seja opressor ou discriminatório. Algumas já iniciaram revoluções pacíficas em cenários privados através da palavra, muitas vezes fora dos seus Países de origem, ( lá terá de ser !!!! ) através de uma linguagem que combina a sensibilidade e a inteligência, o tradicional e o desafio.
Por outro lado, é muito comum que as mulheres contem histórias de mulheres, pois é nestes relatos que se integra também a própria história da vida. São legados orais que costumam ser silenciados no âmbito público por serem incômodos ou revolucionários demais. Daí a importância desses espaços íntimos e cúmplices onde as avós, as mães ou as tias reúnem com os filhos e netos…..para lhes explicar o que outras mulheres foram capazes de fazer.
São formas extraordinárias através das quais o uso da palavra age como consciência crítica, como canalizadora do progresso e desse impacto que parte do subjetivo e do emocional, para chegar até o âmbito público e à realidade.

As histórias funcionam como forma de terapia ……
escutar uma história significativa e inspiradora funciona em nós como um verdadeiro “salto quântico”. Ou seja, nos impulsiona a um estado mais elevado,  onde devemos tomar consciência de uma verdade para iniciarmos a mudança.
“A história  repete-se? Ou se repete apenas como penitência para quem não sabe ouvi-la?”
-Eduardo Galeano-
Assim como, também não nos podemos  esquecer da forma como nosso cérebro reage quando ouve um relato transmitido de forma oral: não ficamos apenas com a mensagem, a nossa mente se encarrega também de deixar uma marca emocional, criando assim uma recordação significativa e permanente, e quase visual do acontecimento. Isso explica porque ainda agora, já a usar as nossas roupas de adulto, lembramo-nos com tanta precisão das histórias que as nossas avós e mães nos contaram na infância.
O uso da palavra é a arte de toda terapia, é a ferramenta usada para dinamizar, para confrontar e para propiciar o autodescobrimento e a mudança. Portanto, não podemos negar que todas essas histórias transmitidas pelas mulheres desde a antiguidade também serviram como uma forma de cura e de crescimento pessoal para as gerações seguintes.
Um relato quase sempre esconde uma série de valores e enfatiza certas prioridades de vida nas quais nos inspiramos. Não custa nada sentarmo-nos junto das nossas mulheres sábias, das nossas anciãs para ouvirmos as suas histórias do passado, aquelas que nos falam de outras épocas e de outros tempos onde muitas vezes existem experiências pessoais que não são muito conhecidas para nós.
Porque o amor fala sempre  o mesmo idioma, porque as decepções são experimentadas da mesma forma no passado e no presente. Vamos escutar as suas vozes, vamos participar deste legado que não se deve  perder e vamos procurar e encontrar instantes de cumplicidade com estas mulheres sábias para nos deleitarmos com as suas experiências, com os seus belos olhares que refletem o tempo e uma sabedoria de que todos nós somos merecedores.


domingo, 9 de outubro de 2016

Há qualquer coisa que não está bem com alguém que conheçe….


Há qualquer coisa que não está bem com alguém que conheçe….

Por acaso está preocupada(o) com a alteração de comportamento de alguém que conhece?
Se alguém que conhece começou a ficar confuso, evita as pessoas, tem ideias que não estão de acordo com as de todas as outras pessoas, comporta-se de forma diferente do que seria de esperar, então é importante falar com um médico para se ter orientação e ajuda…
A razão para estas mudanças pode estar no desenvolvimento de uma doença, e quanto mais cedo for consultado um(a) médico(a) melhor.

Lista de pistas importantes a considerar:

y      » Deixou de falar com familiares ou amigos
y      » Perdeu a vontade e motivação para as actividades habituais
y      » Começou a ficar com medo(s) ou com desconfianças sem motivo
y      » Deixou de se alimentar, come às escondidas
y      » Dorme mal ou não consegue dormir toda a noite
y      » Começou a ter ideias estranhas
y      » Ouve vozes que mais ninguém consegue ouvir
y      » Tem graves dificuldades de concentração
y      » Diz ou escreve coisas que não fazem sentido
y      » Abusa de álcool ou drogas

Como conseguir ajuda?

y      » Incentivar a pessoa a procurar um médico
y      » Oferecer suporte, acompanhando a pessoa ao médico
y      » Sugerir que se escreva algumas notas em conjunto, para ajudar a explicar o que se passa na consulta
y      » Se a pessoa recusa tratamento, procure o médico para poder ter conselho e orientação.

E quanto às drogas?
Por vezes os familiares ou amigos ficam preocupados sem saber se a alteração de comportamentos está relacionada com o consumo de drogas, o que se verifica em alguns casos. Algumas pessoas que começam a desenvolver problemas psiquiátricos consomem álcool ou drogas para se sentirem melhor ou como um sinal de que precisam de ajuda. Embora estes consumos possam fazer com que essa pessoa se sintam momentaneamente bem, o que realmente acontece é um agravamento dos sintomas e uma maior dificuldade na recuperação.
Dificultando ainda mais estas questões, há que dizer que as drogas podem produzir sintomas semelhantes às queixas das doenças psicóticas como a esquizofrenia. Por exemplo, o álcool ou o haxixe podem produzir uma perda da noção da realidade e a sensação de que se é vigiado, perseguido ou atacado. Se os sintomas são devidos ao consumo de drogas (psicose secundária ao consumo) deverão desaparecer completamente após o fim do consumo, quando a droga for eliminada do corpo.
Já o uso prolongado de certas drogas pode produzir efeitos de longa duração. Se o consumo de drogas começar a interferir no dia-a-dia, causando problemas em casa, na escola ou no trabalho, a ajuda médica deve ser procurada quanto antes. O Médico de Família pode fazer uma avaliação clínica para saber se existe algum problema psiquiátrico que origina esses consumos e que deve ser tratado, ou se as pessoas devem ser desde logo encaminhadas para centros de tratamento de álcool ou drogas. Algumas vezes pode existir mais de uma doença psiquiátrica.
Pode ser muito difícil para os familiares perceberem a influência do álcool ou drogas no comportamento do indivíduo. Estes assuntos são complicados e não há nada como procurar ajuda de especialistas.

Incentive a consulta a um(a) médico(a) …..

Algumas vezes isto pode ser muito difícil, pois a/o doente sente que criticam o seu comportamento, sente que os outros estão contra si e pode estar com medo ou revoltada(o).
Algumas das vezes também se podem encontrar confusos, tendo problemas para ordenar os pensamentos de maneira a explicar o que se pode estar a passar consigo… ou podem-se estar a sentir com muito medo ou ansiosos… ou podem não ter a consciência que estão doentes.
Fale destes problemas quando sentir que a pessoa está calma, momento em que é mais provável que haja cooperação da parte desta.

Exemplo: gostava de poder falar contigo acerca de um assunto importante – é boa altura agora ou é melhor falar mais tarde?
 Peça a outra pessoa que fale com o familiar ou amigo se sente que este não confia ou antipatiza consigo. Deve-se focar no que a outra pessoa deve estar a sentir, mantendo-se imparcial. Inicialmente é melhor centra-se nos problemas que a outra pessoa se sente à vontade para falar.
Exemplo: eu sei que nos últimos dias tens tido problemas para dormir e estar concentrado. Gostarias de falar com o médico?
Leve as pessoas a pensar que o médico é alguém que ajuda a resolver situações difíceis e que não vai julgar os comportamentos.
Sugira que a ida ao médico é apoiada por si e por outras pessoas.
Discuta a situação com o médico, especialmente se há resistência por parte do outro. Lembre-se de registar de forma simples e claras as suas preocupações.

  

Não esquecer também….

Se há muita resistência a ir visitar o médico, consulte-o primeiro para discutir e planear soluções. Poderá ser possível e útil o médico ir a casa avaliar a pessoa. Se não for possível, o médico poderá sempre dar esclarecimentos e ajudar os amigos e familiares que estão preocupados.
Nós aqui, em Portugal temos uma lei que obriga a pessoa a ser tratada mesmo contra a sua vontade, sempre que, após a avaliação médica, se concluir que a pessoa tem uma doença mental grave, que a pessoa não se apercebe da gravidade da doença, que a pessoa não se quer tratar e que o estado clínico em se encontra pode ser perigosa para si ou para outros.



Lembre-se sempre que o primeiro passo é o mais difícil.
E, como saber mais?
Para mais informações consulte o seu médico, que se achar necessário orientará para uma consulta de especialidade.
Em caso de urgência, dirija-se ao serviço de urgência.
Não se acomode.


Quando algo está mal, procure ajuda!

sábado, 8 de outubro de 2016

Dia 10 de Outubro de 2010 - Dia Mundial da Saúde Mental,



Este, hoje , amanhã, depois de amanhã ....

É já na próxima segunda-feira, dia 10 de Outubro de 2016 que se celebra o  Dia Mundial da Saúde Mental, 

A doença mental é um problema social, muito maior do que aquilo que se possa pensar e, lamentavelmente  apesar da minha / nossa luta de inclusão,  e de acabar de vez com os estigmas a Sociedade ainda não aceita devidamente, vai aceitando obrigatoriamente, visto já haver bastante informação sobre este assunto, que durante anos e anos foi Tabu.
Até nós conscientes ou inconscientemente, também nos custa a aceitar e muitas das vezes até pensamos que acontece só aos outros, a nós nunca  ... infelizmente sabemos que não é assim, que, de uma hora para a outra tambem nos bate à porta, ao fim e ao cabo como qualquer doença...

Este texto acompanha-me  desde 2010, e quando é preciso falar deste assunto, lá aparece ele. Penso ser sempre o melhor para abordar este assunto tão delicado.

Ele foi retirado inteiramente de um blogue que casualmente encontrei naquele ano, mas, já está tão modificado por mim, que já o considero quase meu. Achei-o extremamente elucidativo e ao mesmo tempo muito fácil de leitura para o assunto que é de tão sensível de abordagem. Aqui está tudo dito... ... 

"No romance Na Praia de Chesil (Ian Mcewan), há um garoto cuja mãe tem comportamentos estranhos, diferentes dos das outras mulheres. Ele tem a percepção de que mãe é diferente mas aprende a lidar com essa diferença. E cria um cenário de normalidade na sua relação com ela. É diferente mas, no fundo, todas as pessoas são diferentes. A mãe é a mãe, as outras mães são as outras mães.Um dia, tendo ele já 14 anos, o pai tem uma conversa com ele. É então que a criança, pela primeira vez, ouve a expressão "perturbações mentais" associada à mãe. Ficou chocado mas, no fundo, diz o narrador, na cabeça dele teria apenas que persuadir-se do que sempre soubera. Ou seja, do que ele já sabia sem saber. "Claro que sempre soubera. Fora mantido num estado de inocência em virtude da ausência de um termo para designar a doença da mãe. Nunca pensara nela como uma doente e, ao mesmo tempo, sempre aceitara que ela era diferente. Devido a essa simples expressão e à capacidade das palavras de tornarem visível o invisível, a contradição estava resolvida. Perturbações mentais. O termo dissolvia a intimidade, media friamente a mãe com um padrão público que toda a gente podia entender".A minha dúvida é a seguinte. Estará correcto o narrador quando diz, a respeito deste caso, que as palavras têm a capacidade de tornarem visível o invisível?Eu tive um tio esquizofrénico. Quando eu era garoto o meu tio, para mim, era apenas um tipo excêntrico. Dava com ele a falar sozinho, ficava envolvido em estranhos silêncios, escrevia poemas que me dava a ler e dos quais eu nada entendia, e tinha um violino. Passava o tempo livre a ler, sabia coisas que pouca gente sabia. Mas gostava de jogar comigo ao 21 e levava-me a passear. Sentia que gostava muito de mim e, mais tarde, era eu já adulto, percebi melhor que gostava mesmo com aquela sublime afectividade com que um cão gosta do seu dono.E foi já tarde que descobri que, afinal, a excentricidade poética e comportamental do meu tio eram devidas a uma doença chamada esquizofrenia. Que tinha começado a ficar assim quando, jovem, tinha ido estudar Direito para Lisboa e começara a ouvir vozes e a desenvolver uma mania da perseguição. Ou seja, acabara de descobrir um tio com problemas psiquiátricos.Agora, será que possuir uma palavra (ou um conceito) para caracterizar uma pessoa, ajuda a ver melhor a pessoa? Não falo da doença da pessoa mas simplesmente da pessoa. Num certo sentido sim. Um esquizofrénico é um esquizofrénico, um português é um português, um sueco é um sueco, um judeu é um judeu, um árabe é um árabe, um agente de uma companhia de seguros é um agente de uma companhia de seguros. E daí? O que nos dá isso a ver a respeito dessa pessoa? Até que ponto o nome, a etiqueta, a chapa mental que identifica a pessoa através de um conceito ajuda a vê-la melhor? Até que pontos os ínfimos átomos dispersos de que a pessoa é feita não são ofuscados pela granítica rigidez do conceito?Até que ponto a criança que não tem consciência de que a mãe sofre de "perturbações mentais" não a verá melhor do que a senhora da padaria ou o homem do talho que olham para ela como pessoa com "pertubarções mentais"? Um olhar mais limpo, mais isento, mais objectivo, mais despido de convencionalismos sociais tantas vezes artificiais e ocos?""

Por ter uma situação passada com o autor, não tenho o direito de retirar a fonte de onde vem este artigo ..,....



Blogue de José Ricardo Costa