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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Solidão, acompanhada ...



Enquanto não atravessamos
a dor da nossa própria solidão,
continuaremos
em nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes é
necessário ser um.

Fernando Pessoa



A minha próxima crónica da rádio. ….....................................................

( não quero deixar de dizer que o texto nunca é igual ao que está escrito, este é o tema principal, depois ao ler e conversar tudo muda, por isso não ter acentos muitas vezes, a construção das frases não estarem bem, etc, etc )
Repito, o tema é este, e as palavras são mais ou menos estas, mas quando não são .... sai sempre bem é o que vale, devido à mestria dos bons profissionais da Mais Oeste Rádio. 92.4.

Hoje vai para o blogue, e fica aqui no meu mural  do facebook…..

Muitos de nós vive em constante conflito pessoal, geralmente o momento sempre nos exige uma postura defensiva em relação às situações e em especial as pessoas. Não temos mais paciência nem tolerância para comprometimentos ….
Os conflitos externos reflectem de forma intensa no nosso interior, e a partir daí, passamos a ver ao nosso redor, falhas e desilusões, pois nós tornamo-nos exigentes em demasia e muitas vezes erroneamente, julgamos e nos achamos juízes e sentenciadores.
Por isso, actualmente, a maioria das relações não conseguem passar de meros contratos de convivência, ninguém quer passar por problemas ou dificuldades, não sabem administrar as diferenças e exigem-se perfeições, algo que ninguém pode dar, pois nem mesmo nós  possuímos para fazer tal exigência.
Admitir e respeitar opiniões contrárias às nossas é algo escasso, por vezes até complicado o hábito de tolerar não é mais usual, é mais fácil trocar, descartar, do que tentar resolver os problemas e as dificuldades que se enfrentam.
Numa relação seja ela com quem for e de que maneira for, existem sempre defeitos, erros e imperfeições, todos os seres humanos os possuem, mas actualmente, não se tem muita paciência para analisá-los e tentar soluciona-los em parceria e cumplicidade.
As contrariedades e decepções do quotidiano fazem com que as pessoas, a cada dia que passa, se afastem mais umas das outras, se suportem menos, se amem menos e se respeitem menos também, fazendo com que os laços fraternais entre os seres humanos se restrinjam. O que considero uma tristeza e tenho bastante pena que isso aconteça…..
E é então que surge a tão citada solidão, mas não uma solidão no seu sentido real da palavra, mas a pior delas, que é o estar só mesmo estando acompanhado. É o sentir-se vazio, sem rumo e sem perspectivas, infeliz e solitário, mesmo quando ao seu lado está aquele alguém que um dia preencheu tanto espaço na sua vida.
Começa-se por perder o chão, o céu fica cinzento, o coração acelera, mas não de felicidade como um dia já foi, mas de ansiedade, medo e incertezas, e é nessa hora que nos sentimos inertes e inermes, incapazes de lidar com nossos sentimentos paradoxais, perdidos num labirinto existencial, repletos de perguntas sem respostas, de anseios desvairados, de buscas inclassificáveis e sem sentido algum, porque na verdade o desejo que nos invade é o de novamente ficarmos preenchidos, seja através da companhia do outro alguém ou da nossa mesmo.
Então,é altura de começar de novo, ou pela 1º vez , o processo de descobrimento e valorização de nós mesmos.

Essencial no ser humano principalmente para a continuação o inicio da sua vida pessoal.

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