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segunda-feira, 28 de março de 2016

Mas, afinal como definir o que é o Bullyng?



Mas, afinal como definir o que é o Bullyng?

Hoje vou tocar num tema quiçá melindroso , porque sou “abelhuda” e “atrevida”, com o tema que vou falar/escrever como  outros tantos.
Vejo, leio, troco opiniões, procuro, converso, porque a mim  tudo me interessa,  enfim vou por aí fora e por norma são temas Sociais e Políticos onde eu gosto muito de meter “o nariz”.
Permitam-me falar sobre  “Bullyng! Bullyng? Ah, pois o Bullyng!!!!!

E porque é que eu hoje vou falar nisto? Pelo simples motivo que constacto que  muitas pessoas demonstram um entendimento que eu não percebo bem se é equivocado ou se é verdadeiro, não estou aqui para dar opiniões assertivas, quem sou eu para fazer uma coisa dessas mas. sim  principalmente para fazer algumas perguntas, tirar dúvidas e ao mesmo tempo constactar factos, acerca da livre manifestação de pensamento e não só a actuação de pessoas perante varias situações das quais eu também considero Bullyng? Ou o Bullyng é só nas escolas? Olhem que não !!!!! ( onde é que eu já ouvi isto? )
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Por exemplo. Se uma colega da sua filha lhe chama gorda, burra, ( ou pouco esperta) que tem umas orelhas grandes, branquelas, diz-lhes obscenidades e demais adjectivos etc etc de um  modo recorrente, isso é “bullying”. Mas se um politico, ( são vàrias as vezes que os políticos se ofendem ) ou lemos  na Comunicação Social  um colunista ou um  jornalista chamar nomes ou serem impedidos de dizer certas “coisas” ou escreverem e falar acerca de certos assuntos em crónica de jornal, qual o nome que damos?  Liberdade de Expressão.

Estes actos geralmente são feitos contra alguém que não se consegue  defender ou não pode,  e também por vezes nem  entende os motivos que levam à tal agressão física ou verbal. Normalmente, a vítima teme os agressores, seja por causa da sua aparente superioridade física ou pela intimidação e influência que exercem sobre o meio social em que está inserido.
Tambem pode ser praticado em qualquer ambiente, como na rua, na escola, na igreja, em clubes, no trabalho e etc. Muitas vezes é praticado por pessoas dentro da própria casa da vítima, ou seja, pelos seus próprios familiares.
Então qual o nome que damos a estes actos? violência domestica, violação ou simplesmente violência ….. não é Bullyng também?


Cito:
( …) Bullying é a prática de actos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa indefesa, que podem causar danos físicos e psicológicos às vítimas. O termo surgiu a partir do inglês bully​, palavra que significa tirano, brigão ou valentão, na tradução para o português.  Como o acto de , tocar, bater, socar, gozar, tripudiar, ridicularizar, colocar apelidos humilhantes etc etc. Essas são as práticas mais comuns do acto de praticar bullying. A violência é praticada por um ou mais indivíduos, com o objectivo de intimidar, humilhar ou agredir fisicamente a vítima  mais fraca.




Continuando:

Bullying na escola

“Uma das formas também  comuns de bullying é o que acontece no ambiente escolar. Em quase todos os Países do mundo, o bullying na escola é um problema crónico.
As formas de agressão entre os alunos são das mais variadas e podem acontecer em quase todos os níveis da fase escolar, desde o primário até os últimos anos do ensino médio.. Atrapalha a aprendizagem do aluno, além de afectar o seu comportamento fora da escola, segundo os psicólogos.
Os pais e professores devem estar atentos às atitudes de seus filhos e alunos, principalmente em alterações de comportamento, hematomas no corpo e demais situações que pareçam fora do comum. “




Então em que ficamos? pergunto eu; não é tudo a mesma coisa? Afinal o Bullyng não é só nas escolas, como podemos constactar.

Mais um rotulo  quase que jurava que se deu à palavra. Institucionalizou-se Bullyng /escolas, mais um estigma, ou estarei enganada?

Bullyng,  liberdade de expressão, violência domestica ou sem ser domestica , não acaba por ser tudo a mesma coisa?
Só gostava de ponderar  acerca deste”direito”ou “ (des) direito” tão importante para as  bases democráticas, mas completamente avassalador e destrutivo ou destruidor psicologicamente quando os seus limites são exorbitados para todas estas acções que refiro mais acima.
Muitas vezes penso que a liberdade de expressão e  não só a de expressão é absoluta. Essa liberdade, assim como todos os outros direitos, é relativa. Precisa de estar inserida num contexto social, com várias outras garantias que a lei dá ao indivíduo.

É urgente ainda nesta altura  que muitas mentes “enxerguem” que aquilo que se pensa, é algo nosso. Inerente a nós e isso é indiferente à sociedade. A partir do momento em que alguém manifesta o seu pensamento ou /e aplica ele terá repercussão em dado local, num determinado período de tempo e, se ferir aos  direitos de terceiros, teremos que colocar na balança o que vale mais: o seu direito de dizer ou fazer ou o direito de ofender a vitima. Claro que ninguém, que mata, bate e esfola, pensa nisto. A sociedade estabelece leis para que possamos aferir o que é mais importante. É obrigatório que se apliquem.

E agora só dois pequenos exemplos relativos às atitudes que  possam tomar que parece não ter nada a ver com este tem…

Primeiro exemplo: não sou religiosa. Direito meu. Mas se eu me puser a ridicularizar esse outro que é religioso, sei que vou ferir intimamente a outra pessoa. E essa pessoa possui, assegurado constitucionalmente, o direito ao livre exercício de poder praticar a sua religião, de modo a garantir que sua crença não seja um motivo de “escárnio”. Se eu fizer uma coisa  dessas posso estará infringir uma lei.
Outro exemplo, eu posso achar que, por exemplo, os  políticos são aldrabões. Posso achar (veja-se que pensamento vulgar…. ) que o padre da minha aldeia  é pedófilo. Mas se eu o disser, assim mesmo: genericamente, incorro em crime tanto de injúria quanto de calúnia. Se qualquer político ou padre se ofender (seguindo com o exemplo acima mencionado), eu posso vir a  responde por esses crimes.

Finalmente onde eu queria chegar é que com nomes diferentes todos são crimes mas com rótulos diferentes…  e continuo na minha tudo é Bullyng …. verdade?


Agora resumindo e deixando estas minhas dúvidas à vossa consideração …. não interessa nada se quem achincalha, ofende, agride ou calunia sou eu, uma criança  que estuda com a minha filha ou se é um jornalista de uma grande revista ou jornal. Ninguém tem o direito de usar o verbo para humilhar e ofender gratuitamente, movido pelo preconceito, pela necessidade de hierarquizar o ser humano, de colocar o outro num patamar inferior ao seu (ou aos seus). Afinal, assim como os indivíduos coexistem e devem conviver harmonicamente, assim também a “integralidade” de todos os nossos direitos, e não apenas o direito à liberdade de expressão, deve ser respeitados.

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