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sábado, 7 de janeiro de 2012

A paleta de cores ....




A PALETA ....

O branco em relação às outras cores é usado em profusão, razão pela qual, ao adquirir uma colecção de cores diversas, é aconselhável adquirir sempre tubos gigantes dessa cor. Note, contudo, que o branco usado em excesso debilita as outras cores, dando assim, uma aparência irritante ao trabalho. Mas o branco ainda é a cor vedeta da paleta, porquanto é quase indispensável o seu emprego na pintura. Raríssimas excepções excluem essa cor nas misturas. Sem dúvida deve-se ter muito cuidado com a tal vedeta. Ao observar diversos objectos de cor branca vê-se, então, como ela varia, e ademais, nunca a parte branca de uma pintura é constituída de branco absoluto. Sempre leva junto outra cor e as nuances e sombras claras poderão ter os mais variados matizes. Observe, por exemplo, atentamente, como é distinto o branco de um ovo em oposição a uma folha de papel. E ainda é possível perceber infinitas diferenças de tonalidades nas dobras e planos de uma toalha de linho branco. Como regra absoluta, só poderá usar branco puro directo do tubo, quando a camada de baixo a ser pintada estiver molhada. Isso porque, a tinta de baixo reagirá quimicamente e matizará naturalmente o branco. (Não se esqueça de que estamos falando da pintura realista. Isso nem sempre vale à pintura moderna estilizada ou figurativa, ou ainda os abstractos, onde o artista imprime sua expressão máxima de criatividade e interpretação, quebrando, na maioria das vezes, todas as regras).
Inicialmente se aprende, no sentido prático e genérico, que o branco clareia determinada cor, e o preto escurece. Mas, na boa pintura, nunca se aclara determinada cor somente com o branco. Usa-se uma cor natural, luminosa ou pálida, para clarear, como os amarelos, por exemplo, e uma parte mínima de branco. O emprego sistemático do branco aplicado em demasia dá à pintura um carácter leitoso e falso. Daí tem-se de poupar esta cor, ou melhor, aplicar outra em seu lugar.
Obs: Quando precisarmos de uma cor clara que leva o branco na mistura, sempre devemos começar com ele, e ir acrescentando em pouquíssima quantidade, outros matizes. Nunca ao contrário, pois o branco adquire cor com extrema rapidez.

AMARELO: O amarelo é a cor elástica e pode-se afirmar, sem exagero, que toda e qualquer tela pintada sempre leva um pouco dessa cor; seja o motivo uma flor, a cor da pele, a estática natureza morta, ou vaporosos céus de marinha. Por experiência nota-se como é fugidia essa cor; talvez a mais fugaz e mutável de todas, razão pela qual, ao adquirir os amarelos deve-se escolher os de boa qualidade.

OCRE: Das cores terrosas, esta é uma das mais versáteis. Quando você quiser um amarelo discreto e ao mesmo tempo quente, o ocre é excelente. Pode ser misturado com diferentes tipos de azul, produzindo verdes bem suaves. O preto acrescentado ao ocre produzirá um verde-oliva bastante interessante.

VERDE: O verde não deve ser usado somente para pintar a folhagem do arvoredo ou dar cor aos campos. Deve ser empregado na pintura de retratos como expressão de sombras frias; é excelente também para compor o fundo dos mesmos. É uma cor difícil de ser utilizada, pois apresenta uma infinita variedade de tons. Há a necessidade de muita observação para poder dominá-la. Mas não se desespere: Um pouco de treino e paciência é tudo que precisa.

AZUL: É a cor delicada. Tem-se de fazer rigorosa selecção na sua escolha. Alguns azuis se alteram pela incidência da luz solar ou na mistura com outras cores, e poderão influir desastrosamente nas mesmas. Teoricamente os azuis pertencem à família das cores frias, porém, podemos, com misturas certas, chegar a um azul mais quente e luminoso.

VERMELHO: O vermelho é de máxima importância, pois sempre proporciona vida e força numa pintura que requeira essa cor. Qualquer tela pintada sem ela ficará fria e insípida; pelo menos algum toque em vermelho é invariavelmente necessário ao complemento harmónico de um quadro.

CARMIM: Profundo e brilhante este vermelho tem uma nuance malva fria. É uma tinta que leva mais tempo para secar e um poderoso corante. Ao misturá-lo com outras cores é preciso cuidado especial. Mistura bem com violeta, lilases e rosas e serve para escurecer outros tons de vermelhos.

TERRA DE SIENA QUEIMADA: É uma cor necessária, mas não para ser usada sozinha, pois é crua e berrante. Nas misturas, porém, pode ser utilizada à vontade. Substituindo o vermelho, ou com o azul ultramar e verde vessiê, forma cores ricas, profundas e escuras.

SOMBRA QUEIMADA: É o mais escuro dos marrons. Trata-se de uma cor quente e deve ser amplamente usada. Misturado ao branco, produz um verde acinzentado. É excelente para produzir sombras ricas e profundas, mas raras vezes deve ser utilizada sozinha.

SOMBRA NATURAL: Óptima para esboço na pintura a óleo e produz também variações de tom. É mais fria do que a sombra queimada e tende ao verde.

PRETO: O negro-marfim é um preto forte e profundo, que pode ser usado para escurecer outras cores – se bem que essa não é a melhor forma de escurecimento. Às vezes obtêm-se melhores resultados com misturas de outros matizes escuros. Ainda assim, é boa para escurecer marrons como a terra de siena e a sombra natural. Pode ser adicionado ao amarelo para produzir verdes interessantes. Lembramo-nos que podemos precisar de um preto azulado ou esverdeado, nesse caso, essa cor presta bem a esse papel. Experimente acrescentar preto ao branco e azul quando você for pintar o céu da sua paisagem e veja o belo resultado que irá conseguir. Mas vale lembrar, que raríssimas vezes usamos essa cor pura. Obteremos matizes de pretos mais luminosos se fizermos misturas com outras cores igualmente escuras, como as gamas dos verdes e vermelhos, ou até mesmo, os azuis e as terrosas, por exemplo. ( Um pouco diferente esta opinião acerca do preto !!!! )

Obs.: Essas são as cores básicas da paleta (principalmente para os principiantes, por medida de economia). Com elas podemos chegar a uma infinita gama de outras cores. Entretanto, devemos evitar misturas com mais de quatro matizes (já incluso o branco)para que a cor não fique com um aspecto “encardido” e sem definição. Existe disponível no mercado uma grande variedade de cores de tintas a óleo prontas para o uso; adquiri-las pode ser uma boa ideia, poupa tempo e trabalho, porém nunca devemos deixar de experimentar nossas próprias misturas; só assim poderemos, depois de inúmeras tentativas, sentir a emoção a cada descoberta de um novo matiz. Principalmente quando atingimos o nosso alvo: harmonia e equilíbrio


Retirado da net - Blogue a “Cor da Gente” - Suelli Gallaci - Brasil

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