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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Desatar as palavras das cordas vocais – Violência doméstica



Desatar as palavras das cordas vocais – Violência doméstica

Vivo este dilema quase diariamente. Não sei o que posso fazer mas assistir a tudo esta situação de braços cruzados, fico doente . Sim porque isto é um massacre, para o que oiço, diariamente e leio, só  nestes últimos 3 meses 2 dezenas de mulheres foram vitimas de violência domestica. Pensemos bem neste numero de mulheres assassinadas em Portugal por ex-companheiros ou maridos, e este numero não deve ser muito  fiável, porque nos vai chegando a conta-gotas, durante dias, semanas e por aí fora, onde todos juntos somam este numero …..
Recuso-me a ouvir estas coisas e ficar impune a esta realidade;  não tenho solução, é certo, e quem sou eu para ter soluções? É um  massacre total e absoluto no meu entender, mas penso ao mesmo tempo que temos a responsabilidade nacional de pensarmos em conjunto numa solução, continuo dizendo, não sei como, mas tem de haver, porque não se pode baixar a cabeça a mais um, e mais um , e mais um homicídio,  baixar os braços, e mostrar somente um sentimento de pena.
E mais, tenho a certeza que deve existir  um impressionante pelotão de potenciais vitimas,  que vivem em ameaça constante e tem medo de contar, dizer, dar a cara.
Todos os dias ouvimos que naqueles países do 3º mundo que andam atrasados 300 anos, Iraque por exemplo, que foram postas crianças inocentes em várias filas ajoelhados, para serem mortas a sangue frio, arrepiante tudo isto, imagem que dificilmente conseguimos tirar da nossa memória. Mas, não pensamos no numero de mulheres assassinadas juntamente com os filhos, que diariamente mesmo aqui ao nosso lado também são assassinadas sem dó nem piedade, e não fazemos nada, não pode ser.
Penso, que talvez seja uma das soluções ( opinião vale o que vale, a minha ) os políticos , a policia, e a justiça, se se juntassem  e  debatessem este assunto,,  em torno deste verdadeiro drama nacional, psicólogos e  psiquiatras também, porque esses poderão “compreender” melhor este fenónomo onde  já começam a  aparecer os filhos, e as famílias juntamente….

Enquanto cidadã acho que estaremos todos interessados em não perder esta batalha, que é simplesmente ensinar e lutar pelo Bem contra o Mal. É essa capacidade de distinguir que faz de nós elementos de uma civilização.

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