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sexta-feira, 9 de abril de 2010



Simplesmente gostar de....



Simplesmente gostar de ... olha-se, gosta-se ou não se gosta e acabou. Não é preciso saber o porquê nem ler as instruções, não é uma operação intelectual ou cerebral que se se deixe comandar pelo impulso da razão. Mas feliz é aquele que neste mundo programado, ainda pode despertenciosamente, gostar de alguém ou de alguma coisa sem associá-la a uma função perfeita ou de competitividade.Pode-se gostar sem desejar possuir o objecto da nossa simpatia, gostamos só que ela exista. É um sublime exercício de liberdade.
É impossível determinar o conjunto de factores e motivações que envolvem o " gostar " de...-Gostar não é uma decisão e muito menos uma imposição e não importa se esse gostar possa ser conveniente ou não, se é sensato , se é proveitoso ou não e podendo experimentar essa sensação, já é uma forma de felicidade. Porém a partir de um gosto pode-se gerar frustrações como por exemplo, começando a perseguir uma pessoa de quem se gosta de modo a aprisioná-la, porque as manifestações da alma não podem nem devem ser conduzidas pela ideia de posse.
O gostar espontâneo e simples não inclui a posse do mesmo.

Nós gostamos do sol, da lua, das estrelas e não precisamos de possui-los.

Com o tempo, vamos gostando mais ou menos de coisas/pessoas. Não deveria de ser assim, mas é, porque o tempo nos torna cada vez mais selectivos e sofisticados. O tempo também, com as suas repetições dos factos e fenómenos, nos faz ver por vezes algum equivoco naquele gostar de... tendo sido um mero capricho ou por alguma fantasia, que foi confundido com o gostar livremente...

Assim, por mais que o tempo estabeleça as suas filtragens, nunca pode ir contra esse sentimento, " tecido com fios de liberdade e de despojado desejos".

Gostar é tão simples como um espirro, um suspiro, um adeus. O que complica o gostar é o não gostar de gostar ou reprimir essa livre sensação que por vezes traz expectativas em demasia. Cada gosto tem livre o seu próprio caminho, até criar a sua história ou, após cumprir o seu tempo de permanência, deixar de existir ou dar lugar a novos gostos.





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