Visitas

sábado, 15 de agosto de 2015

Por tanto, mergulho neste mar de esperança, afogando-me em seus seios equidistantes...



O SOM DO SILÊNCIO....
O som de um silêncio... Deste que emites com o teu olhar.
Este que toca a alma sem feri-la.
Provocando o som que emerge de tantos vazios, por falta de viver.
Num momento único, que rompe a carne e expõe as asas esquecidas.
Ouço a mim mesmo, revelado em cada palavra de seu silêncio.
Aceito a tua distancia, na mesma medida que me fere a ausência do futuro. 
Por tanto, mergulho neste mar de esperança, afogando-me em seus seios equidistantes...
Desespero-me por estar nesta espera de ouvir da ausência a renúncia; De encontrar-me com as possibilidades de retomar passos; através deste som que fica cada vez mais forte, alto, até o momento que percebo que é somente o silêncio de tua ausência em meus caminhos...
Tem-se a música que regenera as lastimas de muitos; Num coro de súplicas de carícias compartilhadas e exclusivas, com murmúrios, buscas, encontros sedentos de beijos e de "sins". Assim, na cadência da vida, colorimos com símbolos de existência as ausências de nós dois.
Então escuto a canção que se inicia com as batidas do teu coração, acelerada com o seu pulso feminino, intimamente secreto num sorriso. E assim tu te transbordas em meus poros, todas as sensações possíveis de encontros; sem palavras definidas, somente se percebe a melodia...
De tal modo, exausto de mim, com todas as forças que foram à ti, eu me despeço do tempo, cravo as minhas vontades no espaço que se foi a pouco e, permaneço cantando coisas que somente eu mesmo entendo. Vejo-te entre as pautas de uma nova canção...
Mas, antes de tudo, do vazio completo e de todos os motivos de preencher-se em actividades diárias, te quero dizer, sem reservas, que simplesmente te amo. Amo-te por querer e ter... Muito a te dizer, de todos estes símbolos de minha anatomia que carregam as cicatrizes de tua ausência...
Silencio o brilho dos meus olhos para adormecer em tua intimidade... Realmente não consigo deixar de perceber o som do silêncio que emana de sua ausência...
Rabisquemos, eu e você, notas musicais em cada intervalo de ir-se e de encontros, ao final de tudo escutar, reconfortados neste momento de nos mesclarmos simplesmente como somos... Seres que se amam.
Um homem e uma mulher; provocando silêncios para se recordarem quem o são realmente!...

Sem comentários:

Enviar um comentário