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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Diferenças ....



Vi num domingo à noite um filme que se chamava “ Terapia do Amor” que conta a história de uma mulher de 37 anos que se envolve com um jovem de 23, e a coisa funciona às mil maravilhas, é claro, porque um homem e uma mulher quando “estão a fim um do outro” como dizem os brasileiros, é maravilhoso, não ligando á idade, que ( neste momento isso já não interessa nada ...!). Mas, como sempre tudo é efêmero, no caso a mãe dele, que não gostava nada da idéia, mesmo sendo a rapariga uma psicóloga bastante esperta – aliás, psicóloga da própria nora, descobre ela, tarde demais. Deste “triângulo” surgem umas cenas engraçadas (Meryl Streep maravilhosa!!!!! como sempre) e eis também aquela parte do filme que faz pensar... que é sempre o que eu mais gosto !
Pensei. Mas não na questão da diferença de idade, tão comum nas relações actuais. Se antes era natural homens mais velhos se relacionarem com rapariguitas, agora as mulheres mais maduras (não existem mulheres velha antes dos cem! ) se relacionam com rapazes mais jovens e está tudo certo, até porque eles também tiram proveito, ou não será assim?.. A troco de quê gastar energia com miúdas cheias de inseguranças? Mais vale uma quarentona que perdeu a chatice natural de toda mulher e se tornou calma e serena, independente, auto-confiante e bem-humorada. São mais calmas, garantem o próprio sustento e não perdem tempo fazendo dramas por tudo e por nada. Qual o homem que não vai querer uma mulher assim? Se acham que este parágrafo foi uma defesa em causa própria e a de todas as mulheres que não têm mais 20 anos, acertaram ....
E agora a sério: o mais interessante daquele filme, a meu ver, foi mostrar que é difícil viver um relacionamento sabendo que ele vai terminar ali adiante, mas meus amigos, nunca será tempo perdido, fomos todos criados com esta mania do “pra sempre”, como se o objectivo de todos os casais ainda fosse o de constituir família.... Só que hoje muitas pessoas se relacionam sem nenhum outro objectivo que não seja o de estar feliz naquele exacto momento, mesmo sabendo que as diferenças de religião, idade, condição social ou ideologia poderão encurtar o relacionamento. Há cada vez menos iludidos. Presentemente, poucos são aqueles que atravessam uma vida tendo um único amor, então, vale o que está sendo vivido, o momento presente. “o dar certo” não está mais relacionado ao ponto de chegada, mas ao durante.
A personagem de Meryl Streep, depois de ter todos os chiliques normais de uma mãe que acha que o filho está perdendo em vez de estar ganhando com a experiência, organiza melhor seus pensamentos e diz, no final do filme, uma coisa que pode parecer fria para ouvidos mais sensíveis, mas é um convite para cairmos na realidade: “Podemos amar, aprender muito com este amor e partir pra outra”. O compromisso com a eternidade é opcional e ninguém merece ser chamado de frívolo por não fazer planos de se aposentarem juntos.
Não estou descrevendo o apocalipse. Ao contrário, triste é passar a vida a falar mal do próprio casamento, quando se está casado claro está, e colecionando casos extraconjugais e mentiras dolorosas. Melhor legitimar os amores mais leves, menos fóbicos, comprometidos com os sentimentos e não com as convenções. Estes penso que serão os melhores amores, que poderão, quem sabe, até durar para sempre, o que será uma agradável surpresa, jamais uma condenação.

Vai haver muita gente que pensa que “estou passada” não, estou bem, e penso que tenho toda a razão .... relativamente às diferenças de idade, ( não à Pinto da Costa!!!!! ) claro que tem de haver certos limites ....






Imagem net

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