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domingo, 27 de junho de 2010

Zé Povinho .... as comemorações dos 135 anos ...






Figuras de Zé Povinho que estão espalhadas pelo jardim do Museu da Cerâmica .. Caldas da Rainha


Comemoram-se este ano 0s 135 do nascimento do Zé Povinho, figura simpática e agradável que continua a acompanhar-nos, mesmo passados estes anos e é com ele que dou início a uma temática de pessoas ilustres do nosso meio literário, penso ser esta a minha obrigação como cidadã residente Caldas da Rainha/Óbidos, contribuir para a sua divulgação .. . Rafael Bordalo Pinheiro, José Malhoa, Josefa de Óbidos entre outros ...
Rafael Bordalo Pinheiro criador desta figura em 12 de Junho de 1875, na 5ª edição da " Lanterna Mágica", nunca poderia supor que em pleno século XXI, esta sua criação, em em Junho de 2010, ainda não perdeu a Actualidade ...
É também conhecido como João Bítor, grande amante de bichos. Nasce com o os bolsos virados para fora, para mostrar que não tinha um único tostão, porque tinha dado os últimos ao ministro das Finanças da época...
" (...) sacava dinheiro do Zé que permanecia boquiaberto a cocar a cabeça vestindo com um fato rural gasto e roto (...) "

" (...) Zé povinho permanece de boca aberta e não intervinha, resignado perante tamanha corrupção e injustiça ajoelhado pela carga de impostos e ignorante das grandes das grandes questões. O próprio Rafael Bordalo Pinheiro diz: O Zé povinho olha de um lado para o outro e ... fica como sempre ... na mesma.
" (...) mas se ele é paciente, crédulo, submisso, humilde, apático, indiferente, abúlico, céptico, desconfiado descrente e ao mesmo tempo muito solidário, também não deixa de ser bastante contraditorio consigo mesmo, simultâneamente mostra-se incrédulo, revoltado resmungão, arisco. insolente, furioso, sensível activo e convincente (...)" .
Para representar a sua faceta de revolta tem o gesto do manguito, como característica. Tornou-se uma figura identificada do Povo Português. Criticando de uma forma humorística os problemas sociais e políticos da sociedade portuguesa e caricaturando o povo português na sua característica de eterna revolta perante o abandono e esquecimento da classe política, e devido às características da época, não podendo fazer nada para alterar a situação.
Manguito contínua a ser um gesto que no contexto actual perfeitamente aceitável ...


(Não me esqueci do tributo ao Vasco)

( in Wikipédia livre)



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